30 de janeiro de 2013

ALGUMAS CURIOSIDADES DE QUÍMICA

ALGUMAS CURIOSIDADES DE QUÍMICA

1)Qual a origem da cerveja?

   
   Já é bem antigo o ato de servir bebidas na companhia de amigos e, é claro, quando feito com moderação e no tempo apropriado se torna mais um momento de lazer. Saiba que este costume data de tempos bem antigos, desde quando as cervejarias começaram a dar seus primeiros passos. Vamos ver?
   Os agricultores do Oriente foram os descobridores da propriedade dos grãos, em 9000 a.C. Uma junção de cevada e trigo originou uma bebida denominada de cerveja rudimentar.
   A bebida dourada já tinha seu valor nos primórdios da civilização, tanto que servia como moeda de troca na Mesopotâmia no ano de 6000 a.C.
   Os primeiros escritos relacionados à cerveja dataram de 3500 a.C. Os asiáticos, europeus, germânicos e celtas registraram o sucesso da bebida pela região da Europa e Oriente Médio. Mas foi na Alemanha, no ano de 1040, que teve início a produção comercial da cerveja, mais precisamente no mosteiro de Weihenstephan, em Freising. A cervejaria fundada ali é a mais antiga e está em atividade até hoje.
   No ano de 1400, o lúpulo (planta aromática) foi adicionado à composição das tradicionais cervejas. A substância confere sabor característico (amargo) e auxilia na conservação da bebida.
  A padronização da cerveja surgiu em 1516, na Alemanha. Os ingredientes instituídos pela “Lei de Pureza na Baviera” seriam: cevada, lúpulo e água.
  Somente no ano de 1808 a bebida chegou ao Brasil para ficar. Os portugueses trouxeram o produto que se revelaria uma paixão nacional. E já no ano de 1810, para comemorar o sucesso da bebida, iniciou-se o evento anual Oktoberfest na cidade de Munique, na Alemanha. É o maior festival de cerveja do mundo.
  Novos métodos de purificação originaram o que conhecemos hoje por cerveja “Pilsen”. O processo criado por Josef Groll em 1842, na república Tcheca, confere a cor clara e sabor refrescante das cervejas atuais.


2) O cigarro eletrônico libera nicotina pura
 
Um aparelho desenvolvido com uma alta tecnologia pode se transformar em mais uma arma para as pessoas que querem parar de fumar. O cigarro eletrônico funciona da mesma forma que os adesivos e chicletes de nicotina, entregando aos poucos a substância ao fumante.

A principal diferença do cigarro eletrônico em relação aos outros produtos é a simulação do ato de fumar, ou seja, a mesma sensação sem causar danos e que pode até ajudar as pessoas a largar o vício. O dispositivo mantém o usuário livre das substâncias tóxicas e cancerígenas, como cádmio, arsênio e muitas outras.


Essa novidade já está à venda em sete países e consiste em um cigarro sem fumo, ele emite fumaça, mas de vapor. O aparelho contém um líquido composto por nicotina pura, essa solução é aquecida por um circuito elétrico e se transforma em vapor, que é tragado pelo fumante. Esse vapor só contém água e nicotina, por isso o cigarro eletrônico reduz o risco de câncer. Teoricamente a nicotina não causa câncer, mas é a substância que faz com que o usuário se vicie, e neste novo cigarro ela é encontrada em proporções equivalentes a 20 cigarros tradicionais.

 

Estrutura do aparelho:

Botão liga-desliga: o acionamento desse botão ativa o processo.

Bateria: é recarregável, ou seja, o fumante pode obter a recarga de uma tomada comum.

Câmara de vaporização: contém uma resistência elétrica e um microchip que controla o processo. É nessa câmera de vapor que vai ocorrer a vaporização da solução química.

Cartucho: nesta parte do cigarro vai ficar armazenado o vapor que contém nicotina.

Boquilha: é o orifício por onde irá passar o vapor.

Funcionamento:

Acendimento: o usuário aperta o botão (liga-desliga) e a resistência elétrica é ativada para aquecer a câmara de vaporização.

Tragada: quando o fumante traga através da boquilha, o chip controlador dá ordem à resistência e essa aumenta a temperatura.

Fumaça: com o calor intenso a solução química passa para o estado de vapor, este é rico em nicotina que sai pela ponta do cigarro e é aspirado pelo fumante.

Segundo os fabricantes, o cigarro eletrônico possui a vantagem de não afetar pessoas que estão em volta (os fumantes passivos) e ainda pode ser utilizado em locais de não-fumantes.

É válido lembrar que queimar tabaco nunca será seguro, mas é possível criar alternativas de fornecer a nicotina ao fumante. A melhor maneira de evitar doenças provenientes do cigarro é: parar de fumar.

3) Princípio químico do bafômetro

A medida do teor alcoólico do organismo humano pode ser efetuada pelo bafômetro
Uma pessoa que ingere bebida alcoólica, dependendo da quantidade de álcool ingerido num determinado intervalo de tempo, da quantidade de alimento ingerido antes ou depois, e de outros fatores, pode sofrer várias reações em seu organismo.
Mas, em todos os casos, à medida que aumenta a concentração de álcool no sangue, a capacidade de julgamento e de avaliação de riscos da pessoa diminui, de forma que ela pode se tornar perigosa para si mesma e para outros; principalmente se estiver dirigindo um veículo. Veja a tabela a seguir:
Efeitos do álcool de acordo com sua concentração no sangue
Em razão disso, a legislação brasileira estabelece que uma pessoa está incapacitada para dirigir com segurança se tiver uma concentração de álcool no sangue superior a 0,8 g/L. Isso corresponde a 5 mL de álcool puro, que é o que tem em 1 copo pequeno de cerveja ou na terça parte de uma dose de uísque.
No entanto, a pessoa ainda pode beber um pouco mais do que isso e continuar abaixo do nível permitido na legislação, porque o nosso organismo tem mecanismos que eliminam as substâncias tóxicas. Entre eles está o fato de que o sangue com álcool passa pelos pulmões, então parte do álcool é eliminado pelo ar alveolar. Desse modo, quando a pessoa respira, o ar que ela exala indica se ela ingeriu bebida alcoólica; pois há uma relação constante entre a quantidade de álcool existente no sangue e no ar alveolar, que é de 1/2000. Isso significa que em 1 cm3 de sangue contém tanto álcool quanto em 2000 cm3 de ar alveolar.
Para verificar se uma pessoa está dirigindo embriagada existe o teste do bafômetro, que faz essa detecção exatamente pelo ar expirado. Seu princípio de funcionamento baseia-se em reações de oxidorredução.
Os bafômetros descartáveis são constituídos de um tubo com uma mistura sólida de dicromato de potássio e sílica em meio ácido. Quando o ar expirado pela pessoa é colhido no bafômetro ocorre uma reação de oxidorredução em que há a oxidação do etanol (álcool) à etanal (aldeído) e a redução do dicromato a cromo (III), ou mesmo a cromo (II), conforme a reação:
K2Cr2O7(aq) + 4H2SO4(aq) + 3CH3CH2OH(g) → Cr2(SO4)3(aq) + 7H2O(l) + 3CH3CHO(g) + K2SO4(aq)
alaranjado                                     incolor                         verde                                incolor
Visto que o dicromato possui uma cor alaranjada e o cromo uma cor verde; se a pessoa assoprar no tubo e houver a mudança da cor, isso indicará que a pessoa está com álcool no sangue acima do permitido. Quanto mais intensa for a cor verde, maior é o teor de álcool no sangue.
Abaixo isso é mostrado de acordo com o que é estabelecido nos países que possuem uma legislação mais rigorosa do que a do Brasil.
Testes com bafômetro descartável
Mas os instrumentos usados pelos policiais rodoviários são bafômetros mais sofisticados, que podem ser de dois tipos; veja cada um:
  • Detector-medidor eletroquímico: esse tipo de bafômetro é baseado no princípio da pilha de combustível, porque haverá a combustão incompleta do etanol. A pessoa sopra através de um tubo descartável e o etanol expirado é oxidado em meio ácido sobre um disco plástico poroso coberto com pó de platina (catalisador) e umedecido com ácido sulfúrico, sendo um eletrodo conectado a cada lado desse disco poroso.
Funcionamento de bafômetro baseado no princípio da pilha de combustível
No eletrodo negativo (ânodo) ocorre a oxidação (catalisada pela platina):
CH3CH2OH(g) → CH3CHO(g) + 2H+ (aq) + 2e
No eletrodo positivo (cátodo) ocorre a redução do oxigênio (contido no ar):
½O2(g) + 2H+(aq) + 2e- → H2O(l)
A equação completa da pilha será, então, a seguinte:
CH3CH2OH(g) + ½O2(g) → CH3CHO(g) + H2O(l)
A corrente elétrica produzida é lida numa escala que é proporcional ao teor de álcool no sangue da pessoa testada.
  • Modelo Taguchi: esse bafômetro possui um sensor semicondutor, seletivo para o etanol, constituído basicamente de óxido de estanho com várias impurezas e aquecido a 400 °C. Nessas condições, quando o etanol entra em contato com tal sensor, ele é imediatamente oxidado, ocorrendo uma mudança característica na resistência/condutância do sensor. Essa é medida como voltagem, que é proporcional à concentração de álcool no sangue.
Modelo de bafômetro tipo Taguchi

 Por Lucas Mendes Braga de Andrade
Graduando em Química / UFJF

29 de janeiro de 2013

Mandioca - um exemplo de como se transformou uma planta potencialmente tóxica, num alimento

Mandioca é o nome pelo qual são conhecidas diversas variedades de raízes comestíveis de plantas do gênero Manihot.   
Originária do continente americano, provavelmente do Brasil, a mandioca já era cultivada pelos índios, por ocasião da descoberta do país. Foi levada para outros pontos do planeta, principalmente para África, onde constitui, em muitos casos, a base da dieta alimentar. A cultura da mandioca está estabelecida, mundialmente, entre as latitudes 30º N e 30º S, principalmente nas zonas tropicais das Américas, África e Ásia. A mandioca é um alimento, frequentemente a principal fonte de hidratos de carbono, presente cotidianamente nas refeições de cerca de 1 bilhão de pessoas em 105 países, sobretudo nos países em desenvolvimento. É a terceira fonte de calorias, depois do arroz e do milho.
A parte mais importante da planta é a raiz. Rica em amido, utilizada na alimentação humana e animal ou como matéria prima para diversas indústrias. Existem diversas variedades da planta que diferem nas cores de folhas, caules e raiz, bem como sua forma, mas também por apresentarem, naturalmente, nas raízes e nas folhas glicosídeos cianogênicos  (sendo o principal a linamarina) que ao serem ingeridos e metabolizados levam à produção de ácido cianídrico (HCN), que representa um sério perigo para a saúde, podendo causar danos neurológicos importantes e até a morte.
No Brasil, se dividem as diferentes variedades em mandioca mansa ou doce e mandioca brava ou amarga, estando a diferença relacionada principalmente com o teor de compostos que poderão originar a libertação de ácido cianídrico.  De fato, todas as variedades de mandioca, mansa ou brava, apresentam uma quantidade variável de ácido cianídrico (HCN). Por este ser um forte veneno, poucas podem ser consumidas sem um prévio processamento adequando para eliminar a toxicidade.
As raízes da mandioca conhecidas como mandioca mansa ou doce não têm sabor amargo, contêm baixo teor de ácido cianídrico, menos de 50mg de HCN/kg de raiz sem casca, e podem ser consumidas cozidas, fritas ou assadas. Este tipo de processamento é suficiente para torná-las seguras.

Já as raízes da mandioca brava ou amarga têm sabor amargo, e apresentam um alto teor de ácido cianídrico, acima de 100mg de HCN/kg de raiz sem casca, e só podem ser consumidas após serem processadas na forma de farinha, fécula e outros produtos.
O que é extremamente interessante é que as populações locais aprenderam empiricamente a processar a mandioca de forma adequada para a poderem usar como alimento.




                                                            






http://umaquimicairresistivel.blogspot.com.br/2011/12/mandioca-um-exemplo-de-como-se.html

                                                                                                                                   Por Maria Clara

Química presente nos fogos de artifício


Alguns materiais podem emitir luz quando excitados. Isso ocorre quando os elétrons dos átomos absorvem energia e passam para níveis externos (maior energia), e ao retornar para os níveis de origem (menor energia), liberam a energia absorvida na forma de um fóton de luz. Temos então a luminescência, como o fenômeno é chamado.
A luminescência é usada, por exemplo, na produção dos fogos de artifício. Para entender a química presente nestes dispositivos precisamos entender um pouco da estrutura dos mesmos. Os foguetes contêm um cartucho de papel no formato de cilindro recheado de carga explosiva. Esta carga diz respeito ao propelente, o responsável por disparar os fogos.
A pólvora negra é um dos propelentes mais utilizados, possui em sua composição uma mistura de salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão. Perclorato de potássio (KCLO4) também pode ser usado como propelente.
Para deixar os fogos de artifício coloridos, os fabricantes misturam à pólvora sais de diferentes elementos para que, quando detonados, produzam cores diferentes. Agora você já sabe dos segredos que compõem a linda explosão de cores admirada em momentos especiais, como por exemplo, nas festas de Reveillon.
Vejamos alguns dos compostos responsáveis pela coloração dos fogos:
Laranja: os sais de cálcio são responsáveis por esta coloração em foguetes.
Vermelho: a cor rubra surge da queima de sais de Estrôncio ou carbonato de Lítio.
Amarelo: obtido pela queima de Sódio.
Prata: o espetáculo da “chuva de Prata” é produzido pela queima de pó de titânio, de alumínio ou magnésio.
Dourado: o metal ferro presente nos fogos de artifício confere o tom de Ouro.
Azul: o aquecimento do metal cobre nos faz visualizar a cor azul.
Roxo: a mistura de Estrôncio e Cobre dá origem a essa bela cor.
Verde: a queima de Bário faz surgir o verde incandescente.


http://www.brasilescola.com/quimica/quimica-presente-nos-fogos-artificio.htm

 Por Maria Clara






28 de janeiro de 2013


Qual a diferença entre aguardente, cachaça e pinga?

Por: Patricia Golini

 
 
08/08/12 - Aguardente, cachaça e pinga: é tudo a mesma coisa? A história não é bem assim e a diferença entre elas não está simplesmente na nomenclatura que carregam. A aguardente de cana de açúcar, muitas vezes, recebe o nome de cachaça erroneamente. O que difere as duas bebidas é basicamente o nível de graduação alcoólica, que é definido na hora da destilação. No entanto, o processo de fermentação das bebidas é o mesmo.


"Aguardente é o destilado feito da fermentação do suco de caldo de cana de açúcar, com graduação alcoólica entre 38 e 54%", explica Jairo Martins da Silva, autor do livro Cachaça: o mais brasileiro dos prazeres. A cachaça, por outro lado, é o destilado feito do caldo da cana de açúcar, com graduação alcoólica entre 38 e 48%. Sendo ssim, toda cachaça é uma aguardente de cana, mas nem toda aguardente de cana é cachaça.


Outra diferença entre a aguardente e a cachaça é a quantidade de açúcar das duas bebidas. "Quando se adiciona açúcar acima de 6 g/litro, a aguardente não pode ser mais chamada de cachaça e adota o nome de ´aguardente de cana adoçada´", explica o engenheiro, que se autointitula cachacista, uma espécie de sommellier das cachaças. Já quando o assunto é pinga, a questão muda. Cachaça e pinga são a mesmíssima coisa. E o que as difere é apenas o nome. Cachaça, que tem origem na palavra espanhola "cachaza" - que designava o mel de borras obtido durante o processo de produção do açúcar, é o nome oficial e pinga é o apelido popular.


"Em meados dos anos 1600, a produção e a comercialização da cachaça foram proibidas pela Coroa Portuguesa. O motivo era a concorrência que ela estava fazendo com os vinhos portugueses e com a bagaceira (destilado português feito de casca de uva). Com a proibição, vários alambiques começaram a produzir e a vender cachaça clandestinamente, com outros nomes. Daí surgiram novos vocábulos e expressões para denominar a cachaça e enganar os portugueses: pinga, branquinha, Paraty, água que passarinho não bebe, incha pé, entre outros", completa Jairo. Com a criatividade do brasileiro, estima-se que haja mais de 600 apelidos para a bebida tipicamente nacional.


No processo de fabricação da cachaça há dois tipos de equipamentos usados na destilação: o alambique e a coluna. A escolha de um ou de outro vai depender da escala de produção. O alambique é utilizado para produções em pequena e média escala, enquanto a coluna é usada para a produção em grande escala. "Algumas pessoas tentam diferenciar os destilados feitos através de um processo ou de outro. Devido ao fato de a destilação em alambiques exigir mais a presença do mestre alambiqueiro, muitos classificam a cachaça obtida como ´artesanal´. Como os dois processos de destilação são diferentes, os destilados apresentam características sensoriais diferenciadas, porém, nos dois casos, o produto final é cachaça
", finaliza.

 


 

Posted 28rd January 2013 by Mônica B. Cruz

26 de janeiro de 2013

Periódicos Científicos


Pensando em publicar um artigo, mas não decidiu em qual revista ou periódico?
Procurando um artigo, mas não acha em seus periódicos mais visitados?

Segue uma relação de periódicos relacionados ao Ensino de Química e seus respectivos Qualis em Química, Ensino e Educação.


Referências:

O Que é o Qualis



por Victor Ferraz

23 de janeiro de 2013

Fluorescência x fosforescência


Fluorescência x fosforescência
Os nomes são parecidos mas tratam-se de conceitos distintos e que precisam ser bem compreendidos...


Fluorescência é a capacidade de uma substância de emitir luz quando exposta a radiações do tipo ultravioleta (UV), raios catódicos ou raios X. As radiações absorvidas (invisíveis ao olho humano) transformam-se em luz visível, ou seja, com um comprimento de onda maior que o da radiação incidente.
Um exemplo, é o fenômeno que faz com que certos materiais brilhem à exposição de UV emitida por uma lâmpada "luz negra".
O fenômeno da fluorescência consiste na absorção de energia por um elétron, passando do estado (S0) para o estado excitado (S1); este elétron ao retornar ao estado fundamental é acompanhado pela libertação de energia em excesso através da emissão de radiação. Na fluorescência todo o processo ocorre em tempo inferior a 0,00001 segundos. É o mesmo que fosforescência, só que com um processo rápido
A diferença relativamente à fosforescência, é que, geralmente, a fluorescência dura apenas enquanto houver estímulo.






Fosforescência é a capacidade que uma espécie química tem de emitir luz, mesmo no escuro. É um fenômeno particular de um fenômeno geral denominado luminescência.
É o que acontece nas tintas fosforescentes usadas em placas de sinalização de rodovias, interruptores elétricos e mostradores de relógios. O processo também é usado em tubos de televisão, e em detentores de partículas elementares.
Um exemplo de uma substância fosforescente é o sulfeto de zinco.
Alguns materiais tornam-se fosforescentes (tintas, ponteiros de relógios, por exemplo) devido à adição de algum material radioativo, que fornece a radiação para a criação do fenômeno. A vantagem da adição de um material radioativo é a fosforescência ocorrer sem cessar, mesmo que o ambiente fique escuro durante muitos anos.








"A verdadeira amizade é como  a fosforescência:
nota-se melhor quando tudo ficou às escuras."
Rabindranath Tagore





15 de janeiro de 2013

História do Refrigerante

   Ah, o refrigerante… bebida rica em corantes e conservantes, dotada de uma quantidade absurda de açúcar adicionada de aroma sintético. Descrito dessa maneira o refrigerante traz aquela velha idéia de que não faz nada bem a saúde, porém, mesmo assim, há quem não resista a um belo copo gelado num dia de excessivo calor. Hoje vendido quase ao preço da gasolina, o refrigerante desenvolveu-se durante os séculos, passando de mero suco sem graça à uma das bebidas mais vendidas em todo mundo. A invenção da bebida, a criação das companhias, origem dos nomes, curiosidades e toda a tecnologia desenvolvida para este item, hoje comum, você fica sabendo agora.
 Antes do refrigerante arrotava-se com que?
Joseph Priestley e Antoine Lavoisier
   Você já deve desconfiar que os refrigerantes nem sempre foram como nós os conhecemos hoje. Na verdade os primeiros refrigerantes sequer podiam ser chamados assim já que a mistura vendida em 1676 em Paris era composta de água, sumo de limão e açúcar. Ou seja, vendiam limonada como refrigerante – e olha que há um tempinho atrás estavam vendendo refrigerante como água não é? Pois bem, na época da “limonada-refrigerante” não existia um importante composto básico do refrigerante moderno, a água misturada ao gás carbônico, ingrediente responsável pelo gás do produto.

   Entre 1772 e 1773 o inglês Joseph Priestley e o francês Antoine Lavoisier tiveram sucesso ao tentar recriar a água gaseificada com o recurso de uma bomba que auxiliava no processo de fixar o gás na água, com o objetivo de adicionar ingredientes curativos às bebidas gaseificadas.

   Anteriormente a invenção de Priestley e Lavoisier, os europeus importavam água gaseificada vinda de certas regiões da Bélgica. Certo tempo depois, em 1782, o farmacêutico americano Thomas Henry passou a produzir água carbonatada de maneira industrial.

   Por volta de 1794, o joalheiro suíço Jacob Schweppe, tem a idéia de comercializar uma água com elevados teores de gás carbônico. Sua receita cai no gosto dos europeus e ele obtém sucesso com sua fórmula e torna-se uma das marcas mais famosas até hoje, a Schweppes. A venda da água gasosa ficou mais fácil a partir de 1819 com o surgimento da “fonte de soda” patenteada nos Estados Unidos. A fonte ficava no balcão das farmácias e gaseificava o líquido adicionado de sabor na hora. Os sabores passaram a ser adicionados em 1820, sendo o gengibre o primeiro, seguido pelo limão em 1830. Perceba então que esses “refrigerantes” ainda eram vendidos nas farmácias com caráter medicinal, para ajudar na digestão.


Desenvolvimento do Refrigerante

John Pemberton, o pai da Coca-Cola


   As farmácias passaram a ser pontos de encontro entre os ávidos bebedores de xaropes gasosos. Já o aumento no consumo da bebida causou a necessidade de se ampliar o espaço físico das farmácias para receber um número maior de consumidores, algumas chegavam a deixar o comércio de medicamentos de lado para se dedicar a venda no atacado. E com uma coisa puxa outra, os proprietários passaram a competir pelos consumidores, criando novas misturas, novos sabores, cada vez mais elaborados, guardando suas receitas de sucesso a sete chaves.

   As três maiores marcas no segmento de refrigerantes surgiram nos Estados Unidos num período um pouco maior que dez anos exatamente por ex-farmacêuticos que seguiram o caminho citado acima. 

   A primeira delas foi criada em 1885 por Charles Alderton, que iniciou as misturas de xaropes na tentativa de recriar o aroma de frutas que pairava no ar da loja onde trabalhava. Depois de muitas tentativas Alderton chegou a uma mistura de 23 ingredientes, experimentada primeiro pelo dono do estabelecimento que aprovou a mistura. Depois de aprovada pelo público a bebida de Alderton passou a ser requisitada pelos comerciantes. O aumento no consumo criou a necessidade de um aumento na produção e aí você já deve imaginar como a Dr. Pepper se tornou uma das grandes marcas de refrigerante. Ah sim, a bebida de Alderton foi batizada de Dr. Pepper como homenagem a um amigo de mesmo nome.


   Um ano depois da criação da Dr. Pepper, em 1886, John Pemberton, outro farmacêutico americano, inventou a Coca-Cola – hoje o refrigerante mais vendido no mundo. Em sua mistura de tônico revigorante, John misturou cocaína e noz de cola, que contém alta concentração de cafeína. Mas a Coca-Cola passou a ser o refrigerante mais vendido a partir de 1903, quando retiraram a cocaína de sua fórmula inicial. Uma curiosidade sobre a Coca-Cola é que seu nome foi escrito a mão por Frank Robinson, contador de John Pemberton, e utilizada desde então.

   Por último, mas não menos importante, foi lançada a Pespi em 1898. Mas a criação da Pepsi é um pouco mais antiga e começou quando Caleb Davis Bradham, também farmacêutico, inventou uma bebida composta por água carbonatada, açúcar, baunilha, aromas de especiarias, pepsina e extrato de noz de cola, com o intuito de aliviar o mau causado no estômago devido ao desequilíbrio de ácido péptico. Os consumidores gostaram tanto do sabor da bebida de Bradham que passaram a tomá-la mesmo quando não tinham problemas de estômago. O sucesso fez Bradham se dedicar a produção do produto que recebeu o nome de Pepsi-cola, devido a pepsina contida na fórmula.
   A partir daqui os refrigerantes deixavam de ser meros remédios para dor de barriga para se tornarem símbolo de rebeldia e cravar seu nome entre os mais conhecidos do mundo.

   Para mais informações acesse ao site da revista Química Nova na Escola onde pode-se encontrar um artigo que traz informações como funções presentes na composição do refrigerante, o modo de fabricação e experiências em sala de aula.
Sites:

Por Flávia Ribas